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Auto cuidado: tem sido a sua prioridade?

Um texto que convida para olhar para si

Você é prioridade na sua lista de atividades diárias? Vive com qualidade de vida? Vivencia estados de insatisfação ou satisfação?

Farei outra pequena pergunta, que pode ser um medidor para essa questão: topa investir 5 minutos do seu tempo para fazer uma reflexão sobre os cuidados que tem tido consigo próprio? Vamos lá!

Quantas vezes você se elogia por ter conquistado um estilo de vida que lhe agrada? Você faz uma revisão periódica dos seus hábitos para uma melhoria continuada? Sabe da necessidade de modificar comportamentos inadequados? Reconhece os padrões disfuncionais que o impedem de vivenciar o seu dia a dia de forma mais feliz?

Nos tempos atuais – em que tudo vive marcado pelo tic tac dos relógios – muitas vezes, parece que ao dispensarmos atenção para as nossas necessidades corporais, mentais e emocionais estamos perdendo tempo para inúmeras outras atividades, como a crise, o desemprego, a doença, as dificuldades nos relacionamentos interpessoais e as preocupações parecem questões tão mais urgentes, não é mesmo? E como usar a inteligência emocional?

Então, faço um convite para que essa pausa seja feita no aqui e agora. Vamos falar sobre o papel das emoções em nossas vidas? Como tem gerenciado suas emoções e sensações nas últimas semanas? Como você está vivenciando a cadeia de sentimentos?

O próximo passo, agora, é estar junto a você para uma reflexão interna, pausando essa leitura, para refletir sobre o assunto.

Conseguiu? Foi fácil? O que percebeu? Como se sente? Sugiro que anote tudo para prosseguirmos.

O que fizemos parece simples, mas para esse movimento acontecer envolveu uma escolha e um investimento de tempo com atenção. Assim, também se dá com o processo de auto cuidado, ou, viver com qualidade. Fatores emocionais positivos – como aqueles que o ajudam a qualificar o quanto merecedor é de uma saúde integral nos aspectos físico, emocional, mental, social e espiritual – o impulsionam a investir em você e realizar as manutenções necessárias.

Mas, muitos poderão justificar – de diversas formas – os motivos por terem escolhido parar com a leitura deste texto. Falta de tempo, hora inapropriada podem ser apenas algumas delas. Mas, também podemos pensar que para vários de nós é difícil ficar frente a frente consigo mesmo.

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Além disto, podemos pensar a hipótese da presença de padrões constituídos por crenças, sensações e sentimentos impeditivos, os quais também podem ser desconstruídos através do processo de psicoterapia.

Ou será que está delegando essa tarefa ao outro? Ou, se tem cuidado mais do próximo do que de si. Bem, o reconhecimento de suas necessidades e o modo como você as atende fala do amor a si mesmo e da auto compaixão. Fala do quanto tem usufruído da criatividade para construir modos assertivos.

O auto cuidado se trata de um investimento responsável, nutrido de atenção, carinho e amor, aliado ao processo criativo.
E você que chegou ao fim deste texto com outros questionamentos, pode se parabenizar, afinal as reflexões nos impulsionam a modificar o que não está bem.

E se chegou a conclusão que para produzir mudanças qualitativas em sua vida, e sustentar o auto cuidado necessita de apoio, procure se beneficiar de um processo de autoconhecimento.

Maria Aperecida de Jesus
Psicóloga e Psicodramatista
CRP 06/65375