Na novela, no telejornal, nos filmes, nos seriados, na revista, no jornal… você já se sentiu representado em um desses canais de informação?

Tenho acompanhado várias discussões em diferentes esferas exatamente sobre representatividade, e escuto diferentes posicionamentos diante desse tema. Pessoas que acreditam e lutam por essa ideia, pessoas que dizem ser discriminação às avessas…

Mas o quanto é importante você se olhar e se ver nesses espaços?

Sugiro um exercício:

Imagine ligar a TV e não ver pessoas do mesmo gênero, nem da mesma cor de pele, nem com o mesmo posicionamento político que você tem, nem com o mesmo estilo de roupa, ou ainda com o mesmo tipo de cabelo…

Difícil imaginar?

Então imagine que você viajou para um país com uma cultura completamente diferente da sua, com costumes completamente diferentes dos seus, com uma política totalmente diferente que limita seu comportamento, suas ações, seu jeito de pensar…

Que sentimentos você acessou imaginando essas situações?

Se você teve dificuldade de imaginar, é possível que você se sinta representado nos espaços que você visita, e por isso a dificuldade.

Se você experimentou sensações desconfortáveis, você conseguiu sentir na pele a importância de se sentir representado.

Independente do caminho experienciado com as sugestões, a proposta aqui é que você pense sobre isso. Precisamos falar sobre gênero, sexualidade, questões raciais, masculinidade e feminilidade e qualquer outra questão que envolva diferenças. Exercitar a empatia, é um caminho saudável se quisermos viver em harmonia. E isso é cuidar da saúde emocional de todos.

“…As diferenças têm o potencial de gerar conflitos. Ao mesmo tempo, as nossas almas vivem através da conexão com o outro. Somos desafiados a descobrir como nós e o outro somos o mesmo. As partes têm um significado quando são vistas como fazendo parte de uma realidade maior. Temos que equilibrar as duas tendências em direção à unicidade e à conexão.” Connie Miller – Não Alimente O Ego, Aumente a Alma. Ed. Mahatma.